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# Ordem de implantação

> A sequência em que um processo é construído na Olie, e por que a restrição vem quase no fim

Configurar um funil na ordem errada custa retrabalho. A sequência abaixo é a que a Olie usa para implantar processos em clientes, e cada posição tem um motivo prático.

<Info>
  Esta página descreve **método**, não funcionalidade. Nada aqui é imposto pela plataforma — você pode configurar na ordem que quiser. A ordem existe porque as outras custam mais caro.
</Info>

## A sequência

<Steps>
  <Step title="Definir os KPIs">
    Antes de criar qualquer coisa, decida **o que se quer medir**. O desenho do fluxo é feito de trás para frente a partir dos indicadores.

    Ver [Perguntas de descoberta](/guides/implementation/discovery).
  </Step>

  <Step title="Montar a esteira e as camadas">
    Desenhe o caminho horizontal — as etapas de cada funil — e as camadas verticais: qual funil é estratégico, qual é tático, qual é operacional.

    Esta é a única parte que é desenho de processo, e não configuração de ferramenta. Se ela estiver errada, tudo o que vier depois estará errado sobre uma base errada.
  </Step>

  <Step title="Mapear as intersecções">
    Para onde o projeto salta quando sai de cada funil? Quais etapas distribuem trabalho para outras áreas?

    Sem este passo, os departamentos ficam ilhados e cada um vira uma planilha própria.
  </Step>

  <Step title="Validar o movimento">
    Faça o cartão andar de ponta a ponta, incluindo os saltos entre funis, antes de qualquer outra coisa.

    <Tip>
      Para testar a movimentação automática, use um **checklist de um item** em vez de um formulário. É muito mais rápido de criar e de marcar, e nesta fase você só quer saber se o cartão para no lugar certo.
    </Tip>
  </Step>

  <Step title="Construir os formulários">
    Agora sim os [formulários dinâmicos](/guides/forms/overview). Eles vêm depois do movimento porque definem os **parâmetros de decisão** — e você só sabe quais parâmetros precisa depois de saber onde as decisões acontecem.

    É nesta fase que se faz o levantamento dos artefatos do cliente: cada planilha e cada documento que a equipe preenche hoje é candidato a formulário.
  </Step>

  <Step title="Construir as automações">
    As [automações](/guides/automation/overview) vêm depois dos formulários porque a maior parte delas lê ou escreve em campo de formulário. Sem os campos definidos, a automação não tem de onde ler nem onde gravar.
  </Step>

  <Step title="Ligar as restrições">
    As [restrições](/guides/funnels/restrictions) vêm quase no fim, e o motivo é operacional: **restrição é justamente o que impede o cartão de andar**. Se você as liga antes de terminar os testes, cada teste vira uma luta contra a própria configuração.
  </Step>

  <Step title="Fazer as integrações">
    [API, webhooks e canais de comunicação](/guides/integrations/overview) por último, porque é a parte mais cara de refazer. A integração só entra quando o fluxo interno já está fechado e travado.
  </Step>

  <Step title="Criar os papéis">
    E as pessoas no fim de tudo. Ver abaixo.
  </Step>
</Steps>

## Por que os papéis ficam por último

O [tipo de papel](/guides/users/role-types) — e, portanto, a licença cobrada — é **calculado a partir das permissões marcadas**. Definir papéis antes de saber quem faz o quê no fluxo produz papéis genéricos, e papel genérico produz licença cara sem necessidade.

Depois que o fluxo existe, a pergunta fica concreta: esta pessoa edita funil? Ela exporta dados? Ela só abre solicitação? Cada resposta tem um custo conhecido.

## Resumo em uma tabela

| Ordem | O que se faz                      | O que dá errado se inverter              |
| ----- | --------------------------------- | ---------------------------------------- |
| 1     | Definir os KPIs                   | Você constrói um fluxo que não mede nada |
| 2     | Montar a esteira e as camadas     | Configuração sobre base errada           |
| 3     | Mapear as intersecções            | Departamentos ilhados                    |
| 4     | Validar o movimento com checklist | Testes cinco vezes mais lentos           |
| 5     | Construir os formulários          | Automação sem onde ler nem gravar        |
| 6     | Construir as automações           | —                                        |
| 7     | Ligar as restrições               | **Você não consegue mais testar nada**   |
| 8     | Fazer as integrações              | Refaz integração a cada mudança de fluxo |
| 9     | Criar os papéis                   | Papéis errados e licenças caras à toa    |

## Uma advertência sobre processos que não existem

Ao mapear o processo de um cliente, é comum descobrir que ele não está definido — existe na cabeça das pessoas, com variações por pessoa.

Isso muda a natureza do trabalho: o mapeamento deixa de ser levantamento e passa a ser **desenho**. Vale reservar tempo para isso no cronograma, porque a alternativa é digitalizar uma bagunça e culpar a ferramenta depois.

## Próximos passos

<CardGroup cols={2}>
  <Card title="Perguntas de descoberta" icon="clipboard-question" href="/guides/implementation/discovery">
    O roteiro de perguntas que antecede o passo 1, por nível — empresa, processo, etapa e dado.
  </Card>

  <Card title="Padrões de desenho" icon="shapes" href="/guides/implementation/design-patterns">
    Soluções repetíveis para os problemas que aparecem em quase toda implantação.
  </Card>
</CardGroup>
