O ciclo completo
O evento acontece
Alguém move um projeto, responde um formulário, vincula uma etiqueta — ou um agendamento chega na hora marcada.
O sistema procura automações compatíveis
Só entram na disputa as automações ativas da sua conta cujo gatilho é do mesmo tipo do evento.
Cada automação confere as próprias opções
Ter o gatilho certo não basta: as opções também precisam bater. Um gatilho de etapa configurado para “Proposta enviada” ignora um projeto que entrou em “Contrato assinado”.
As que combinam executam, uma depois da outra
Se três automações combinarem com o mesmo evento, as três rodam. Não há ordem garantida entre elas, então evite montar automações que dependam uma da outra pela ordem.
O gatilho não é executado como os outros componentes. Ele apenas decide se a automação roda. Quem executa são as ações e condições.
A ordem dos componentes
Os componentes rodam de cima para baixo, na ordem em que aparecem no editor. Use Mover para cima e Mover para baixo no menu de cada componente para reordenar. A ordem importa sempre que um componente depende do efeito do anterior. Alguns exemplos reais:- Colocar o projeto em uma etapa antes de aplicar uma etiqueta daquele funil — a etiqueta só é aplicada se o funil estiver vinculado.
- Adicionar um formulário avulso antes de atualizar um contador daquele formulário.
- Criar o cliente antes de enviar um e-mail que usa o nome dele.
Condições e ramos
Uma condição avalia algo sobre o projeto e devolve verdadeiro ou falso. Isso define qual dos dois ramos executa:Se verdadeiro
Executa os componentes colocados neste ramo quando a checagem passa.
Se falso
Executa os componentes deste ramo quando a checagem não passa.
Bloquear o fluxo
As condições têm a opção de bloquear o fluxo. Com ela ligada, quando a condição for falsa, o ramo “Se falso” ainda executa normalmente — e, terminado o ramo, a automação para ali. Os componentes seguintes do nível principal não rodam. Use o bloqueio para escrever regras do tipo “só continue se…”:1
Quando
Um projeto entra na etapa “Faturamento”.
2
Se (bloqueando o fluxo)
O projeto contém o status de funil “Aprovado”. Se não contiver, a automação termina aqui.
3
Então
Gera a cobrança, avisa o financeiro, move para “Aguardando pagamento”.
Mantenha as condições no nível principal
O que acontece quando algo falha
Nem todo problema derruba a automação. O comportamento depende do tipo de falha:A ação não tinha o que fazer
A ação não tinha o que fazer
A maioria das ações tem pré-requisitos silenciosos: uma etiqueta só é aplicada se o funil dela estiver vinculado ao projeto, um contador só é atualizado se o formulário estiver disponível.Nesses casos a ação registra o motivo no log e o fluxo continua nos componentes seguintes.
Faltou permissão
Faltou permissão
O componente é marcado com erro no registro de execução, mas o fluxo continua. O log identifica qual permissão faltou.
Erro inesperado
Erro inesperado
Uma falha não prevista interrompe toda a automação naquele ponto. Os componentes seguintes não rodam e o registro de execução fica marcado com erro, incluindo a mensagem original.
A condição não conseguiu avaliar
A condição não conseguiu avaliar
Se a condição falha ao avaliar — por exemplo, um filtro salvo que ficou inválido — o erro é registrado, nenhum dos dois ramos executa e o fluxo segue para os componentes seguintes.
Automações que acionam automações
Uma ação pode provocar um evento que aciona outra automação. Mover um projeto de etapa, por exemplo, dispara o gatilho Projeto movido de etapa de qualquer outra automação configurada para aquela etapa. Isso é esperado e útil, mas existe um teto: uma cadeia pode encadear até cinco automações. Ao chegar na sexta, a execução é interrompida e o registro aponta o motivo (automation_run_limit_reached).
Cuidado especial com cadeias que voltam ao ponto de partida — uma automação que move o projeto para a etapa A, e outra na etapa A que move de volta. O limite impede o laço infinito, mas as duas gastam execuções do plano até estourar.
O que a automação ignora e o que ela respeita
Automação não é ação de usuário: em parte do fluxo ela passa por cima das travas do funil, em parte não. A diferença é por ação.
No caso das etiquetas e dos status, o bloqueio é configurado no próprio funil, etapa por etapa. A opção Bloquear vínculo por automações, marcada por padrão, faz o bloqueio valer também para automações. Desmarque-a se quiser que a automação passe por cima daquele bloqueio específico.
Restrições e bloqueios de etapa
Como as duas travas funcionam e onde configurá-las no funil.
Quem disparou
Todo registro de execução guarda a origem do disparo. É a primeira coisa a olhar quando você precisa entender por que algo rodou:
Quando a origem é um usuário, os dados dele ficam disponíveis para uso em variáveis — é assim que você escreve “Movido por Fulano” na mensagem.
Uma execução, um registro
O contador de Execuções da lista de automações sobe uma vez por disparo, não uma vez por componente. Uma automação com dez ações que roda três vezes marca três execuções. Cada disparo também grava um registro completo do que aconteceu. Veja Logs e depuração para ler esse registro.Por onde continuar
Gatilhos
Os sete eventos que podem iniciar uma automação.
Condições
As quatro checagens disponíveis e como cada uma decide.
Logs e depuração
Como ler o registro de execução e o que cada erro significa.
Receitas prontas
Montagens completas para cenários comuns.