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Alguns problemas aparecem em praticamente toda implantação, e cada um tem uma montagem conhecida. Esta página reúne essas montagens. Nenhuma delas é um recurso próprio da plataforma — todas combinam funis, etapas, automações e restrições que já existem. O valor está na combinação.

Etapa espelho

O problema

Quem solicita fica perguntando “e aí, como está?” — e quem executa para de executar para responder.
A solução: no funil de quem solicita, crie etapas que não executam nada. Elas existem apenas para refletir onde o projeto está no funil de quem faz. O projeto anda nas duas por automação.
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Espelhe as etapas

No funil do solicitante, crie etapas com os mesmos nomes das etapas relevantes do funil do executor.
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Ligue as automações

Em cada etapa do funil do executor, crie uma automação com gatilho Projeto movido de etapa e ação Colocar projeto em etapa, apontando para a etapa espelho correspondente, com a opção de desvincular das outras etapas ligada.
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Trave o arrasto manual

No funil espelho, crie restrições que impeçam qualquer movimentação manual. Não é opcional: sem elas, alguém vai arrastar um cartão e dessincronizar os dois funis.
O que isso entrega além do acompanhamento: como cada etapa carrega o próprio tempo médio, quem solicita passa a estimar sozinho. Se a etapa “Em análise” tem média de nove horas e o projeto acabou de entrar nela, a previsão sai sem ninguém perguntar nada.

Funil gerencial

O problema

A diretoria quer enxergar a operação inteira, mas não opera nada. Um relatório mostra o número; não faz nada quando ele estoura.
A solução: um funil cujas colunas são critérios de visão, e não etapas de trabalho. O projeto entra e sai por automação.
Colunas: até 10 dias · 10 a 30 dias · mais de 30 dias · resolvido · cancelado.Automações de projeto ocioso em etapa movem o cartão de faixa em faixa. Ao entrar na faixa mais crítica, uma ação notifica quem precisa saber.
A diferença entre este padrão e um relatório é que cada etapa aqui tem métrica e gatilho. O indicador estourou? A plataforma aplica a etiqueta, escala o caso e avisa o responsável — em vez de esperar alguém reparar na barra vermelha.

Esteira de agentes

O problema

Vários agentes de IA precisam rodar em sequência sobre o mesmo projeto, e cada um demora um tempo diferente.
A solução: um funil separado, sem acesso para a operação, com uma etapa por agente. O projeto entra por automação, percorre a esteira e volta para o funil operado.
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Crie o funil da esteira

Uma etapa por agente. Ninguém da operação tem acesso — não há interação humana ali.
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Um assistente por etapa

Cada assistente de etapa roda ao entrar na etapa e grava o resultado em um campo de formulário, não no conteúdo.
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Encadeie pelo campo, não pelo tempo

A automação que move para a próxima etapa usa o gatilho Formulário editado, restrito ao campo que o agente acabou de preencher.
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Devolva ao funil operado

Na última etapa, uma automação traz o projeto de volta para a etapa de revisão humana.
Encadear por tempo ocioso parece mais simples e é frágil: se um agente responde em vinte segundos hoje e em três minutos amanhã, o cartão avança antes de a saída existir. Encadear pelo preenchimento do campo não tem esse problema.

Agentes especialistas, não um agente grande

A montagem que reduz erro é contraintuitiva: em vez de um agente que faz tudo, vários agentes estreitos em sequência, cada um gravando a própria conclusão em um campo. E o agente final — o que decide — não relê o material original. Ele lê apenas as saídas dos anteriores. Isso reduz a chance de resposta inventada e o custo em créditos ao mesmo tempo.
O agente não tem memória entre execuções. Cada projeto que chega é a primeira vez para ele — o que torna a divisão em etapas especialistas ainda mais importante.

Catálogo de serviço por papel

O problema

Pessoas precisam pedir coisas a outros departamentos, mas não devem ver o funil de quem executa. Hoje elas mandam e-mail.
A solução: solicitações liberadas por papel. Cada pessoa vê apenas a lista de serviços que o papel dela pode pedir, e abre a demanda sem nenhum acesso ao processo que a atende. O retorno vai pelo mesmo caminho: automações avisam o solicitante do andamento, por conteúdo, e-mail ou canal externo.

Aprovação por etiqueta

O problema

Uma demanda pode surgir em qualquer momento do fluxo — pedir apoio ao gerente, acionar um revisor, solicitar uma exceção. Por isso ela não cabe em uma etapa fixa.
A solução: um funil próprio para quem atende, acionado por etiqueta em vez de movimentação.
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Crie as etiquetas do ciclo

Por exemplo: Revisão solicitada, Revisão devolvida, Revisão aprovada.
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Crie o funil de quem atende

Duas ou três etapas bastam: aguardando · em análise · resolvido.
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Ligue por gatilho de etiqueta

A automação usa o gatilho Etiqueta vinculada a um projeto e coloca o projeto na primeira etapa do funil de atendimento.
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Defina o SLA do atendimento

Um gatilho de ocioso na etapa de espera cobra quem precisa responder, pelo canal que ele usa.
Este padrão funciona porque a etiqueta aplicada é visível em todos os funis onde o projeto está — e pode disparar automação a partir de qualquer um deles. É um caminho de intersecção que não passa por movimentação de cartão.
Aplicar uma etiqueta não abre um formulário para quem aplicou. Se o pedido precisa vir acompanhado de informação, o formulário tem de estar na etapa de destino ou ser anexado por automação como formulário avulso.

Restrição cruzada entre funis

O problema

Um negócio avança até o fim no comercial enquanto o financeiro nunca liberou o cadastro do cliente.
A solução: uma restrição de decisão na etapa do comercial, com um filtro salvo que consulta informação de outro funil. A restrição é configurada no funil onde ela trava, mas o filtro não está limitado a ele.

Dependência hierárquica nos dois sentidos

O problema

A entrega só deveria avançar quando todas as subtarefas terminarem — ou o contrário: a subtarefa só deveria começar quando o projeto pai chegar em determinada fase.
A solução: restrição de decisão com escopo de hierarquia, escolhendo descendentes ou ancestrais e a profundidade.
A regra é dura em um sentido e generosa no outro: a restrição só aprova se todos os projetos do escopo atenderem ao filtro — mas, se não houver ninguém no escopo, ela é considerada atendida. Um projeto sem filhos passa por uma restrição de descendentes.

Etapa de entrada sem ação

O problema

O projeto nasce vazio e a primeira automação dispara antes de qualquer informação existir.
A solução: sempre ter uma primeira etapa sem ação automática, e uma última. O projeto precisa existir antes de o formulário obrigatório poder ser preenchido. Uma etapa de entrada dá esse espaço — e é também onde o backlog naturalmente se acumula.

Etapa própria para cada exceção que você quer contar

O problema

Quando a triagem automática não consegue classificar, o cartão fica preso na etapa da automação e polui a contagem dela.
A solução: uma etapa própria para o caso — “Necessidade humana”, “Transbordo”, “Revisão manual”. A regra geral vale além deste caso: toda exceção que você quer medir precisa da própria etapa. Se a exceção acontece “no mesmo lugar” do fluxo normal, você perde a métrica dela e ainda distorce a métrica da etapa que a hospeda.
O mesmo raciocínio serve para a etapa de falha dos assistentes de etapa: apontar a falha para uma etapa de revisão manual transforma o erro em fila de trabalho, em vez de deixar projetos travados sem ninguém perceber.

Campo oculto como saída de emergência

O problema

Alguém moveu o projeto para o lugar errado e a restrição não deixa voltar. Corrigir exige desfazer a regra, mover e recriar a regra — dependendo sempre de quem sabe mexer na configuração.
A solução: um campo de formulário — uma lista ou uma seleção — visível apenas para quem administra, com as opções de correção de rota. Uma automação com gatilho de formulário editado lê a resposta e move o projeto. O padrão vale além da correção de rota: qualquer decisão que só o administrador pode tomar, mas que precisa disparar automação, cabe em um campo oculto.

Contador para medir retrabalho

O problema

Ninguém sabe quantas vezes uma entrega voltou para correção — e “voltou muito” não é um número.
A solução: um campo do tipo contador, incrementado por automação a cada retorno, e opcionalmente somado a uma meta manual.
A plataforma já mede parte disso sozinha: nas métricas de etapa, uma contagem de entradas maior que o número de projetos significa que projetos estão voltando. O contador serve quando você precisa do número por projeto, e não por etapa.

Operação fora da plataforma

O problema

A operação não vai adotar mais um sistema — e insistir custa mais do que o processo vale.
A solução: manter todos os pontos de contato no canal que a equipe já usa e deixar a plataforma como motor e painel. A entrada vem por formulário público, catálogo de solicitações ou canal de comunicação; o retorno sai pelo mesmo canal, por automação; e o gestor acompanha o quadro em tempo real. A operação praticamente não percebe a troca — o que muda é que agora existe registro, métrica e regra.

Próximos passos

Ordem de implantação

Em que ordem montar tudo isso, e por que a restrição fica quase no fim.

Perguntas de descoberta

O roteiro que revela qual destes padrões o caso pede.