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Configurar um funil na ordem errada custa retrabalho. A sequência abaixo é a que a Olie usa para implantar processos em clientes, e cada posição tem um motivo prático.
Esta página descreve método, não funcionalidade. Nada aqui é imposto pela plataforma — você pode configurar na ordem que quiser. A ordem existe porque as outras custam mais caro.

A sequência

1

Definir os KPIs

Antes de criar qualquer coisa, decida o que se quer medir. O desenho do fluxo é feito de trás para frente a partir dos indicadores.Ver Perguntas de descoberta.
2

Montar a esteira e as camadas

Desenhe o caminho horizontal — as etapas de cada funil — e as camadas verticais: qual funil é estratégico, qual é tático, qual é operacional.Esta é a única parte que é desenho de processo, e não configuração de ferramenta. Se ela estiver errada, tudo o que vier depois estará errado sobre uma base errada.
3

Mapear as intersecções

Para onde o projeto salta quando sai de cada funil? Quais etapas distribuem trabalho para outras áreas?Sem este passo, os departamentos ficam ilhados e cada um vira uma planilha própria.
4

Validar o movimento

Faça o cartão andar de ponta a ponta, incluindo os saltos entre funis, antes de qualquer outra coisa.
Para testar a movimentação automática, use um checklist de um item em vez de um formulário. É muito mais rápido de criar e de marcar, e nesta fase você só quer saber se o cartão para no lugar certo.
5

Construir os formulários

Agora sim os formulários dinâmicos. Eles vêm depois do movimento porque definem os parâmetros de decisão — e você só sabe quais parâmetros precisa depois de saber onde as decisões acontecem.É nesta fase que se faz o levantamento dos artefatos do cliente: cada planilha e cada documento que a equipe preenche hoje é candidato a formulário.
6

Construir as automações

As automações vêm depois dos formulários porque a maior parte delas lê ou escreve em campo de formulário. Sem os campos definidos, a automação não tem de onde ler nem onde gravar.
7

Ligar as restrições

As restrições vêm quase no fim, e o motivo é operacional: restrição é justamente o que impede o cartão de andar. Se você as liga antes de terminar os testes, cada teste vira uma luta contra a própria configuração.
8

Fazer as integrações

API, webhooks e canais de comunicação por último, porque é a parte mais cara de refazer. A integração só entra quando o fluxo interno já está fechado e travado.
9

Criar os papéis

E as pessoas no fim de tudo. Ver abaixo.

Por que os papéis ficam por último

O tipo de papel — e, portanto, a licença cobrada — é calculado a partir das permissões marcadas. Definir papéis antes de saber quem faz o quê no fluxo produz papéis genéricos, e papel genérico produz licença cara sem necessidade. Depois que o fluxo existe, a pergunta fica concreta: esta pessoa edita funil? Ela exporta dados? Ela só abre solicitação? Cada resposta tem um custo conhecido.

Resumo em uma tabela

Uma advertência sobre processos que não existem

Ao mapear o processo de um cliente, é comum descobrir que ele não está definido — existe na cabeça das pessoas, com variações por pessoa. Isso muda a natureza do trabalho: o mapeamento deixa de ser levantamento e passa a ser desenho. Vale reservar tempo para isso no cronograma, porque a alternativa é digitalizar uma bagunça e culpar a ferramenta depois.

Próximos passos

Perguntas de descoberta

O roteiro de perguntas que antecede o passo 1, por nível — empresa, processo, etapa e dado.

Padrões de desenho

Soluções repetíveis para os problemas que aparecem em quase toda implantação.