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A Olie se apoia em quatro ideias. Elas reaparecem em praticamente toda a plataforma, e conhecê-las de antemão faz o resto da documentação encaixar rápido. São quatro, e esta página cobre todas em poucos minutos.
Não é preciso decorar nada aqui. Leia uma vez e siga em frente: as quatro ideias voltam em cada guia, sempre no contexto prático.

1. O projeto é único e vive em vários funis

Na Olie, o projeto é uma entidade única que se vincula a vários funis ao mesmo tempo, carregando todo o histórico consigo. Quando o trabalho precisa continuar em outro funil, o mesmo projeto passa a viver lá também: ele não é duplicado, não é copiado e não é recriado. O mesmo item pode ser um chamado no service desk, virar uma oportunidade no comercial e terminar como uma conta a receber no financeiro — sendo, o tempo inteiro, o mesmo projeto, com o mesmo código.
O prefixo do código vem do funil onde o projeto nasceu, e não muda quando ele entra em outros. Um projeto criado no funil de prefixo TS continua sendo TS-1 mesmo depois de vinculado ao comercial e ao financeiro.

O que é do projeto e o que é do vínculo

Esta é a consequência prática, e vale um minuto de atenção. Algumas informações pertencem ao projeto e valem em todo lugar. Outras pertencem ao vínculo entre o projeto e um funil específico, e por isso existem uma vez por funil. O exemplo que fixa a diferença: o mesmo negócio está com o status Ganho, em verde, no funil comercial, e com o status Pendente, em vermelho, no financeiro. Um projeto, dois status — porque status pertence ao vínculo.
Não confunda o status do funil com o status do projeto. O primeiro é criado por você dentro de cada funil e existe uma vez por vínculo. O segundo é um campo global do projeto — em execução, concluído, arquivado ou parado — e vale em qualquer lugar.

O cartão é onde tudo se junta

A tabela acima diz onde cada informação é gravada. Onde ela é lida é mais simples: sempre no mesmo lugar. O dado se espalha na coleta e se junta na leitura. Dez funis coletando, uma tela para ler. Não importa por qual funil você abre o cartão: as respostas de todos os formulários, o conteúdo, os arquivos, o Caderno, os checklists e as etiquetas estão todos lá. O cartão é o consolidador.

2. A etapa é o cérebro, o projeto é a solicitação

A segunda ideia, e a que mais orienta a forma de desenhar. Na Olie, a tarefa é a etapa; o projeto é a solicitação que passa por ela. A etapa não é apenas um estado do trabalho: é onde ficam as regras, a execução e a medição. Olhe o que vive dentro de uma etapa e não dentro do cartão: Nada disso está no cartão. Tudo está na etapa. A pergunta que decorre disso, e que vale fazer para cada etapa antes de criá-la:
1

O que acontece aqui?

É uma tarefa executada por alguém, um retorno de feedback, um ponto de distribuição para outros funis, ou apenas uma entrada?
2

Precisa de pré-requisito?

Existe algo que tem de estar preenchido ou decidido antes de o projeto seguir? Isso vira checklist, campo obrigatório ou restrição.
3

Vale cronometrar?

Se o tempo gasto nesta etapa vira custo, habilite a execução.
4

Tem meta?

Quantitativa, qualitativa ou financeira — ou nenhuma, e é só uma etapa de passagem.

3. Esteira e intersecção: o movimento horizontal e o vertical

Um projeto faz dois movimentos, e vale ter nome para cada um.

Esteira

O movimento horizontal: o projeto anda de etapa em etapa dentro do mesmo funil. É o processo de um time.

Intersecção

O movimento vertical: o projeto salta para outro funil — outro departamento, outra camada. É a passagem de bastão entre times.
A intersecção é implementada pela ação de automação Colocar projeto em etapa, que aceita uma etapa de qualquer funil da conta. E porque o projeto é único, a intersecção não perde nada no caminho: tudo o que foi coletado no funil de origem continua disponível para quem recebe.

4. As camadas: estratégico, tático, operacional, microatividade

Além de o que acontece, vale pensar em que altura cada coisa acontece. A Olie separa as duas ideias. Funis podem representar camadas da operação, e a hierarquia de projetos espelha essa separação:
A camada da etapa não precisa ser a camada do funil. Um funil operacional pode ter uma etapa estratégica — aquela em que a demanda é distribuída para outras áreas. E um funil tático pode ter etapas puramente operacionais.
Quatro níveis é o limite: raiz, filho, neto e bisneto. Não é uma restrição arbitrária — é onde a leitura gerencial ainda faz sentido. O que precisaria de um quinto nível costuma ser microtarefa, e microtarefa cabe melhor em um checklist.

O que a Olie deliberadamente não é

Vale dizer o que fica de fora, porque a expectativa errada custa mais do que a funcionalidade ausente. A Olie não é uma ferramenta de relatório. Um relatório indica como está — não o que deve ser feito. E quando a barra fica vermelha, o congestionamento já aconteceu. A aposta é outra: em vez de um número que alguém precisa olhar, cada etapa carrega a própria métrica e o gatilho de ação correspondente. O KPI estourou? A plataforma aplica a etiqueta, move o projeto, avisa o responsável e escala — sem depender de alguém reparar. Para as consultas e os recortes que cada pessoa quer ver, o caminho é o MCP: você pergunta em linguagem natural e o assistente lê a operação na hora.

Próximos passos

Modelo de dados

Quantos de cada coisa cabem em cada lugar — o mapa que evita a maior parte dos erros de configuração.

Glossário

O mesmo objeto tem nome diferente na interface, na documentação e na API. Aqui eles se reconciliam.

Ordem de implantação

A sequência de construção que decorre deste modelo, e por que a restrição fica por último.

Visão geral dos funis

A partir daqui, a parte prática: criar o funil, as etapas e as regras.